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“Arquitetos” na ARTE BRUTA

“A Arte Não Se Deita Na Cama Que Lhe Prepararam”
Jean Dubuffet

O Ponto de vista do colecionador
Castelos, palácios e cabanas saem da mente fértil dos inocentes; planos, máquinas, engenhos, dão voltas incessantes acionadas pelo espírito criativo de seres vivendo à margem do mundo.
As produções artísticas, refúgio de originais a quem as fadas dotaram de poderes mágicos, expressam, numa linguagem inconsciente, a incapacidade verbal de comunicação.
Excluídos da sociedade e internados em manicómios, ou vivendo por vontade própria na orla da civilização, os criadores da “Arte Bruta”, conceito inventado pelo artista Jean Dubuffet em 1945, isentos  de aprendizagem intelectual, construíram uma corrente artística, livre de influências, de preocupações comerciais e de notoriedade individual.
Distinguem-se sobretudo na escrita, pintura, engenharia e igualmente na arquitetura, como em França o extraordinário “Palais Idéal” do Facteur (carteiro) Cheval, em Hauterive, a “Maison Picassiette” de Raymon Ysidor, em Chartres, a Maison Bleu em Dives-sur-Mer do português Euclide da Costa Ferreira. As “Anarquiteturas” do canadiano Richard Greaves, ou ainda as Watts Towers construídas por Simon Rodia em Los Angeles, exemplos concretos da arquitetura “Arte Bruta”.

A curadoria de Antonia Gaeta

Patente na Núcleo de Arte da Oliva até dia 1 de Outubro.
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